50 favoritos de 2018

Facilmente foi o ano que mais assisti filmes até agora, não necessariamente querendo dizer que foi um bom ano para filmes, mas sim que minha compulsão e sadomasoquismo tem crescido. Deixei de assistir bastante coisa que deve aparecer em outras listas mas é isso aí, ninguém é perfeito.

O saldo das coisas que assisti foi até que positivo, pra ser sincero. Tem pelo menos uns dez filmes brilhantes aí no meio, e vou dizer que gosto bastante de todos os outros da lista. A única tristeza fica pelo nosso cinema nacional, que dois vinte filmes assistidos tem uns cinco desprezíveis, isso que fui bastante seletivo em minhas idas ao cinema (não vou ser tosco de dar nome aos bois mas tem um que felizmente pouca gente tem engolido – O Grande Circo Místico – que não fosse as tristezas que são The Square e Não Me Toque seria facilmente o pior filme de 2018. Eu deveria ter passeado mais.

Deixei passar por bobeira muita coisa que parece incrível, entre elas La Flor, Café com Canela, Ilha, Baixo Centro, Nuestro Tiempo, Colo, Our Time Will Come, I Tempi Felici Verranno Presto, Maya e Western. 

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“Gens du Lac”, de Jean-Marie Straub

O melhor evento audiovisual do ano continua sendo Ceará X Vasco, em que o Vasco pateticamente conseguiu escapar do rebaixamento, além da terceira temporada de The Good Place e esse clipe aqui da Charli. Os curtas que mais me diverti foram Como Fernando Pessoa Salvou Portugal (Eugène Green), Gens du Lac (Jean-Marie Straub), o curta fake do Godard e Blue (Apichatpong Weerasethakul).

Uma observação: são apenas longas que estrearam mundialmente entre 2016 e 2018, mas que só tive sorte de ver esse ano. Além dos cinquenta filmes que deixo breves comentários, um compilado de mais vinte que deixei de fora com uma dor no coração (num ano que vi quase 150 filmes que gostei).

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“Sol Alegria”, de Tavinho Teixeira

70- Jours de France (Jérôme Reybaud); 69- A Telenovela Errante (Raúl Ruiz); 68- Madame Hyde (Serge Bozon); 67- 1048 Luas (Charlotte Serrand); 66- Caniba (Véréna Paravel, Lucien Castaing-Taylor); 65- Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava (Fernanda Pessoa); 64- Jojo’s Bizarre Adventure: Diamond is Unbreakable – Chapter 1 (Takashi Miike); 63- Porto (Gabe Klinger); 62- Correspondências (Rita Azevedo Gomes); 61- Sol Alegria (Tavinho Teixeira); 60 – ________ (Kyle Faulkner); 59- Os Garotos Selvagens (Bertrand Mandico); 58- Paradox (Sammo Hung, Wilson Yip); 57- Ta’ang (Wang Bing); 56- Ramiro (Manuel Mozos); 55 – Ideal Home (Andrew Flaming); 54- Mais uma Chance (Tamara Jenkins); 53- A Casa que Jack Construiu (Lars Von Trier); 52- Tudo por um Pop Star (Bruno Garotti); 51- Ponto Cego (Carlos López Estrada)

50. Transit (Christian Petzold)Transit.pngNão sou o maior entusiasta do filme nem acho que chegue ao pés de Phoenix, mas Petzold não deixa de ser brilhante enquadrando corpos à deriva esperando o pior o tempo todo. Europa de quase oitenta anos atrás que encenada não difere nada de nossos tempos, decadência que atravessa o próprio tempo.

49. O Mistério do Relógio na Parede (Eli Roth)The house with a clock in its walls.pngFilme bem bizarro ainda mais pensando que Eli Roth dirigiu, mas no fim faz total sentido reparando que as imagens estão menos próximas de um Harry Potter da vida e sim mirando em Tobe Hooper. É um lomga infantil que resgata aquilo que Tim Burton já fez muito bem de associar os traumas de infância ao fantasioso e perturbador, porém mais descontraído que eu imaginava. Até há um apelo gore que nos faz lembrar o tempo todo de que se trata de um filme de Eli Roth.

48. Imagem e Palavra (Jean-Luc Godard)le livre dimage.jpg

Praticamente o  testamento do Godard desistindo do mundo. É a mesma fanfarronice de sempre com a melancolia de abraçar uma biblioteca de imagens para tentar fugir – e não enfrentar – a contemporaneidade. Ruído final dos mais ranzinzas, que tenta ao máximo resolver-se pelas imagens e abstrair a palavra em si.

47. My Beloved Bodyguard (Sammo Hung)Captura de Tela 2019-01-01 às 21.35.24.png

Tenho uma relação estranha com esse filme porque é um pouco frustrante ver o Sammo Hung voltar à direção depois de quase vinte anos e se entregar à um edição tão genérica e frenética, usual do cinema de Hong Kong atual, incluindo cortes intensos nas cenas de luta pra esconder que o velhinho já não está tão ágil quanto antigamente. De qualquer forma, é o filme esperado de um veterano sobre a queda de um ícone e um momento do cinema de ação que já não é mais relevante, uma melancolia impotente incapaz de ser lidada com o otimismo habitual do diretor.

46. Always Be With You / The Sleep Curse (Herman Yau)always be with you.jpgThe sleep curse.png

Vi alguns filmes do Yau dos últimos anos e não pude me decidir qual desses foi meu favorito. São dois filmes de paranóia muito diferentes, Always Be With You tem um gestual muito mais contido que eu imaginava que o Yau era capaz, filme de luto com várias camadas. The Sleep Curse é de uma profundidade desgraçada, terror sobre o remorso de envolver-se com a tirania, nesse caso a ocupação japonesa durante a Segunda Guerra. Melhor cena de gore do ano.

45. Sleep Has Her House (Scott Barley)sleep has her house.jpg

Sonhando com o fim do mundo.

44. Trem das Vidas ou As Viagens de Angélique (Paul Vecchiali)Train de vies.png

Filme simples sobre recalque sentimental e sexual de uma personagem oprimida pela própria jornada. Acusado de ser estático e duro, é um filme libertador sobre finalmente comunicar-se consigo própria e com o mundo.

43. Sequestro Relâmpago (Tata Amaral)Sequestro Relampago.jpg

A impossibilidade da reconciliação entre classes.

42. World Without End (No Reported Incidents) (Jem Cohen)World without end.jpg

Histórias que não acabam. Começa meio difuso mas tudo parece encaixar-se no final, uma jornada sobre uma terra escondida pelo mar, trabalhadores que precisam diferenciar-se pelos chapéus, a banda que os Ramones abriram e hoje ninguém mais se lembra.

41. Sedução da Carne (Júlio Bressane)Sedução da carne.jpgBastante literal do meio para o fim, mas é de uma liberdade tremenda. Mega desculpa esfarrapada pra filmar atrizes peladas, mas tão libertador chegar num debate pós-sessão e ouvir o diretor falar que aquilo tudo não significa porra nenhuma e matutar por vinte minutos sobre arte renascentista. Filme-Poema.

40. Abaixo a Gravidade (Edgard Navarro)Abaixo a gravidade.jpg

Assisti este filme antes de Sol Alegria, do qual gosto bem menos, mas ambos mostram esse mal-estar combatido com profanação e ousadia onde no final de contas não há muita solução pros problemas do mundo. O filme de Navarro parece bem mais otimista, no entanto, celebrando a velhice e o direito de continuar vivendo mesmo que o mundo esteja mais careta do que nunca.

39. Cam (Daniel Goldhaber)Cam.jpg

A materialização de uma dimensão performática como maior pesadelo de uma geração. Lidar consigo mesmo para representar a disputa dos corpos em um meio corroído por natureza mas que o mundo tenta convencer-se de que não há nada de errado. Reconhecer um problema, exterminá-lo, recomeçar.

38. 3 Faces (Jafar Panahi) 3 faces.jpg

The mediator between head and hands must be the heart.

37. Shoot The Moon Right Between The Eyes (Graham L. Carter)1538432764741a92a224b31a9cbf91a81.jpg

Pra ficar de coração quentinho.

36. First Reformed (Paul Schrader)First Reformed.png

Desespero e fé lado a lado. Procurar religião não pelo martírio mas sim pelo amor. Eu sinceramente não sei ainda o que acho desse filme (devo ter variado entre ter amado e achado uma bosta um trilhão de vezes no mesmo dia), mas cada momento de silêncio do filme me parece menos prepotente que meditativo, um homem sem certezas alguma que busca no seu canto dos cisnes buscar a resposta perante algo maior (seja Deus ou Bresson).

35. Faca no Coração (Yann Gonzalez)Knife + Heart.png

Predatismo à moda antiga.

34. Dead Souls (Wang Bing)Dead Souls.png

Filme impressiona pela duração de oito horas mas sinceramente passa até que bem rápido – o documentário consiste apenas de entrevistas com sobreviventes dos campos de reeducação maoísta – e é o mais focado e abstraído dos três longas que vi do Bing deste ano (Ta’ang e Bitter Money sendo os outros dois). É um registro bastante importante por si só, lembrete de que a história vem se perdendo sem filmes como esse, um trabalho de escuta e não de reconstrução.

33. Did You Wonder Who Fired The Gun? (Travis Wilkerson)did you wonder who fired the gun.jpg

Tomando coragem de abrir os olhos. Reconstruir a história perdida e desenrolando algo muito maior, assumindo sua culpa privilegiada. Dos maios importantes do ano.

32. A Prece (Cédric Kahn)a prece.jpg

Cedric Kahn não responde se a religião é essencialmente algo bom ou ruim, ou se as preces de Thomas são atendidas, mas para ele, religião é uma dedicação resultada do desespero, um grito ecoado no metafísico que, queremos ou não, é capaz de ajudar a quem estiver precisando. Segundo Foucault, o fenômeno religioso é incapaz de ser dissociado das práticas de um sujeito, os feitos divinos estariam articulados no interior do fenômeno físico, mas apenas a fé catalisa a ação prática, como fosse o combustível do homem.

31. Jogador nº1 (Steven Spielberg)Ready player one.jpg

Contra a nostalgia e a favor da vida real. Spielberg desistiu de filmar e resolveu olhar a vida.

30. Kaala (Pa. Ranjith)Kaala.png

Anarquismo funcional diante de um semideus contra qualquer instituição predadora.

29. Support the Girls (Andrew Bujalski)Support the girls.jpg

Ternura regida pelo capital. Genuinamente apaixonante, todas as personagens são incríveis, muito provavelmente o filme americano mais subestimado do ano.

28. Mom and Dad (Brian Taylor)Mom and dad.png

Cinema sem freio algum. Comentários aqui.

27. Hotel às Margens do Rio (Hong Sang-soo)Hotel by the river.jpg

Mal começa a história e já sabemos que O Hotel às Margens do Rio é um filme sobre a aceitação da morte. Aceitá-la não da maneira fúnebre estabelecida no cânone cinematográfico, e sim de maneira lúcida e serena, engendrando os elementos característicos de Hong Sang-soo e propondo um respiro final de um artista mirando o próprio abismo. Nunca caímos num terreno pessimista, já que a principal vontade do autor é a de encontrar em nossos piores momentos algum motivo para sorrir, mesmo que inevitavelmente tudo venha a perecer.

26. Trama Fantasma (Paul Thomas Anderson)Phantom Thread.jpg

Marcos Valle – Dia D (música muito melhor que qualquer filme na lista).

25. Temporada (André Novais Oliveira)Temporada.jpg

Entender as histórias menores é validar nosso cotidiano não como normalização do aspecto profano da matéria e do dia a dia, mas justamente encontrar o valor de um cinema cujo interesse está mais próximo de aproveitar os momentos entre amigos com uma cerveja na mão, e menos nas observações políticas e sociais que nossos cineastas têm como fetiche.

24. O Outro Lado do Vento (Orson Welles)The other side of the wind.png

Não importa de quem é o filme, se é o filme do Welles, do Bogdanovich, da Netflix, se tá montado errado ou certo: The Other Side of the Wind vai contra qualquer ideia de autoria e trinta anos atrás previa o escárnio aos cineastas, que enlouquecem em sonhos falocêntricos. Hollywood vai explodir e já não vamos reconhecer os pedaços nem do cadáver do Welles ou dos figurantes.

23. Equinócio de Privamera/Equinócio de Outono (James Benning)Equinox.jpg

Subida ao paraíso – volta ao mundo real.

22. Missão: Impossível – Efeito Fallout (Christopher Mcquarrie)MI Fallout.jpg

Cena do banheirão = ápice do cinema americano.

21. Monrovia, Indiana (Frederick Wiseman)Monrovia Indiana.png

A elegância em que Wiseman vai de ambiente em ambiente, da pizzaria à uma reunião maçônica é inimaginável, a naturalidade em que estabelece a geografia da cidade de uma maneira tão didática promove a encenação deste organismo tão distante, concebe a cidade e a comunidade como um lugar comum aos nossos olhos. As sequências mais bonitas são as da fazenda, que servem como intermissões entre as longas conversas filmadas pelo cineasta, como se ele resolvesse descansar e aproveitar o momento. Como a luz do sol reflete na relva e encontra as máquinas que agem numa coreografia vagarosamente, é quase como Wiseman filmando um espetáculo de dança.

20. El Mar La Mar (J.P. Sniadecki, Joshua Bonnetta)El mar la mar.png

Misto de documentário e terror, almas mortas que aterrorizam uma paisagem. Tem algo de parecido com o Stemple Pass do Benning, esse poder da narrativa oral somado às imagens que sem a palavra não teriam força alguma, mas este filme daqui me trouxe uma das sessões de cinema mais intensas até então (salve pro Festival Ecrã).

19. O Passageiro (Jaume Collet-Serra)The Commuter.jpg

Contos imorais em tempos de crise. Transformar a rotina num feito heróico e lembrar o porque de estar ali. “Em nome do cidadão médio americano, vai se fuder”.

18. Ruins Rider (Pierre-Luc Vaillancourt)Ruins Rider.jpg

O ato de olhar para as nuvens e se perder nas imagens criadas por nós mesmos. Paisagem reduzida à átomos, pixels, manipulação do retrato, demolir e reconstruir. 50 minutos observando a tela da cinemateca piscando foi minha sessão mais intensa do ano (mais um salve pro Ecrã).

17. Antes que Tudo Desapareça (Kiyoshi Kurosawa)Before we vanish.png

Humanidade resgatada pelo apocalipse.

16. Deixe a Luz do Sol Entrar (Claire Denis)Un beau soleil interiour.jpg

Inquietações e incertezas para achar-se no mundo. Depardieu e os créditos finais dos momentos geniais do ano.

15. A Valsa de Waldheim (Ruth Beckerman)Waldheim waltz.png

Mesmo sendo um recorte tão específico de espaço e tempo, a obra não poderia ser mais clara. Qualquer um é capaz de entender as relações ainda pouco distanciadas entre austríacos e o nazismo e como os eleitores de Waldheim não conseguiam enxergar-se como preservadores da mentalidade fascista atada a eles. É um filme tão melancólico quanto poderoso, inspirador ao mesmo tempo que impotente. A humanidade trilha um caminho intermitente onde elege o diabo e depois passa anos tentando fugir desta culpa. Até que elege o diabo novamente.

14. Amanda (Mikhael Hers)Amanda.png

Criar e curar problemas passeando no parque. Quem não curtiu isso daqui é filho da puta.

13. Grass (Hong Sang-soo)Grass.png

Sang-soo até pode ser um cineasta ríspido e egocêntrico, mas sua capacidade de refletir sobre os próprios erros, de si próprio e de quem lhe envolve, são a faísca de seu cinema, um cinema capaz de observar um corpo social ocupado demais em cuidar da própria vida, e que só consegue desabafar na presença de uma garrafa de saquê.

12. Que Le Diable Nous Emporte (Jean-Claude Brisseau)Que Le Diable Nous Emporte.jpg

Amor cósmico. Lendo tarot no Xvideos.

11. Ray Meets Helen (Alan Rudolph)Ray Meets Helen.png

Lovers never meet, they’ve been there all along”.

10. Detetive Dee: Os Quatro Reis Celestiais (Tsui Hark)Detective Dee.png

CGI psicótico indo do mistério ao jogo ágil do Hark em poucos segundos. Menos um filme de detetives e mais um espetáculo de monstros gigantes.

9. Estação do Diabo (Lav Diaz)

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Lav Diaz usa sua filmografia como maneira de entender a influência do fascismo sobre seu país, em especial a ditadura de Ferdinand Marcos e da Lei Marcial (cujas vítimas são homenageadas no letreiro final do seu último filme), que marcaram não só aquele momento da sociedade filipina, mas gerou um legado violento cujo interesse do diretor é enorme. Como visto em seus filmes mais cultuados como Norte, o Fim da História, essa selvageria cultural instiga o autor que procura por meio de estórias detalhar as raízes de tanta aspereza, e diante de Estação do Diabo, o público vê uma nova forma de Diaz trabalhar seu interesse por meio da tradição oral e do folclore.

8. Asako I & II (Ryusuke HamaguchiAsako I & II.jpg

 Asako I & II soa como um romance despretensioso e de tom mundano, mas surpreende ao lançar reflexões muito duras a respeito do amor. Passa-se a imagem de que tudo vai bem enquanto um relacionamento desaba, uma atmosfera muito peculiar que impressiona enquanto anuncia suas particularidades.

7. Baahubali 2: A Conclusão (S.S. Rajamouli)Baahubali 2.png

Não conhecia o trabalho do Rajamouli e fiquei muito surpreso descobrindo essa franquia musical de ação que usa o CGI das maneiras mais absurdas já vistas. Tenho certeza de que a maioria dos ocidentais que venham a assistir ridicularizem o filme pelas toneladas de efeitos visuais, mas a ambição do diretor é capaz de construir algumas das mais belas imagens do ano.

6. L. Cohen (James Benning)L. Cohen.jpg

Tudo acontece.

5. Belle Dormant (Adolfo Arrieta)DuwNg8XX4AA_AcU.jpg

Sem palavras pra isso daqui, vocês me perdoem.

4. 15h17 – Trem Para Paris (Clint Eastwood)15h17.jpg

Maior herança de John Ford da nossa década (e muito provavelmente o melhor Eastwood desde Gran Torino). É a real noção de um destino alheio de qualquer ética senão a de servir o seu país, por mais que essa não seja a coisa certa. O heroísmo provém desse mito constituído em cima do militarismo (parte dos rapazes ainda crianças é genial), e se o exército é tão convincente para algumas pessoas, devemos questioná-lo assim como essa obra de Eastwood faz, mesmo que seja incompreendido.

3. Nasce uma Estrela (Bradley Cooper)A Star is Born.png 

Escrotizar com os ídolos e ajoelhar-se diante do clássico. Desconstruir qualquer relação interpessoal, transformá-la em enlatados, demolir-se, e fetichizar-se. Os clássicos só são clássicos porque mesmo deturpados estão sempre certos, Nasce uma Estrela acredita nisso, apoia-se no melodrama frágil amargurando-se nas banalidades e reinventa o estrelismo violando a figura pop da Lady Gaga. Filme feito com todo o amor do mundo.

2. Amor até as Cinzas (Jia Zhangke)Ash is purest white.jpg

Lições de história e de amor. Lida com o progresso de uma nação mediada pela trajetória de uma mulher que se redescobre diante de um mundo enorme e revela à ela que ela é maior ainda. Basicamente Jia brincando com sua própria filmografia e reimaginando a China do século XXI de ponta-cabeça.

1. Under the Silver Lake (David Robert Mitchell)Under The Silver Lake.png

Paranóia não é nenhuma benção.

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